14 de agosto de 2012

"Intro"

Há demasiadas pessoas a achar que a vida lhes deve alguma coisa. Parece que a experiência não lhes ensinou que a arbitrariedade pode atingir qualquer um, a qualquer momento, com toda a força. Nenhuma vida interior é tão rica que impeça de se olhar em volta. O nosso espaço de intervenção pode ser a nossa casa ou o país, mas ele está aí - para ser questionado, moldado com as formas dos sonhos colectivos, mudado para melhor. O saber que não conduz à acção de pouco serve. Os actos que não têm por base a consciência arriscam-se a ser irresponsáveis. Miguel Torga, cujo desaparecimento foi assinalado esta semana, fala numa solidariedade umbilical, de berço: há um mínimo denominador comum que partilhamos que é o de estarmos vivos ao mesmo tempo. E para que estes tempos sejam menos penosos para alguns é preciso não nos resignarmos. Dizer presente! ao Presente.

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